Nas palavras do próprio Adrian Teijido, executar um longa-metragem biográfico quase sempre é um grande desafio. A quantidade de informações disponíveis e o grande arco temporal são coisas difíceis de serem trabalhadas em um roteiro de duas horas.

Isso se torna responsabilidade também daquele diretor de fotografia que trabalha, nas palavras de Teijido, "escrevendo visualmente", ou seja, cujo trabalho está atrelado ao roteiro e ajuda na forma de contar a história.

Para o filme Elis, as equipes de fotografia, figurino e arte trabalharam muito próximas com um desafio considerável: representar a passagem de tempo do filme, que começa no final dos anos 50 e caminha pelos anos 60, os coloridos 70 e termina entrando nos anos 80.

Cada uma dessas décadas é marcada por seus elementos estéticos únicos, bem como a forma como vêm sendo representadas no cinema. Mas a equipe de Elis foi além: procurou buscar a ambientação também na forma como os próprios filmes dessas décadas eram gravados.

A principal característica que pautou essa forma de contar visualmente a transição do tempo foi a evolução do uso de cores. De tons quase monocromáticos a história vai ganhando cores e contrastes em suas roupas, paredes e luzes enquanto os anos avançam.

No começo da carreira de Elis, ao final da década de 1950 e começo de 1960, temos a luz mais dura, algo bem comum nos filmes da época. As cenas em que os atores caminham por São Paulo acabaram representando um desafio diferente: as pixações acabava com a sugestão de época e precisaram ser removidas digitalmente na pós-produção.

Uma cena em cujo trabalho de fotografia se destaca é a rápida sequência sexual em um apartamento escuro. Toda a ação é filmada com câmera na mão e iluminada por pouquíssimas fontes de luz, que recortam silhuetas e detalhes dos corpos. A cena chama a atenção pelo tamanho reduzido do local e pelos pouquíssimos cortes.

Já nos anos 1970, a presença de cores mais chamativas invade a tela, principalmente nas escolhas de figurino e cenografia. Tudo isso iluminado com bastante uso de gelatinas coloridas e câmeras que não se preocupam em esconder o flare das fontes de luz em quadro. Da mesma maneira que Elis se solta e se liberta como artista, o mesmo acontece com a fotografia.

Com a passagem do tempo, as cores se tornam mais sóbrias, as noites dentro dos bares mais esfumaçadas e as cenas de dia com maior participação de luz natural. O declínio da vida familiar de Elis vai apresentando seus sinais por esses elementos, que parecem desbotar junto com a personagem.

As últimas filmagens com Elis em cena representam a angústia e o sofrimento de suas horas finais; closes extremos, foco irregular, enquadramento pouco regrado e o movimento da câmera natural causam estranhamento e colaboram com a impressionante atuação de Andréia Horta.

Toda essa conversa mais do que justifica o prêmio de Melhor Fotografia pela votação do Público para Elis e Adrian Teijido. O filme tem sua segunda exibição no Domingo, 16, às 14h30.

Brasil

Asociación Brasilera de Cinematografía

ABC

Tráiler Oficial

ELIS

Sobre la vida de Elis Regina, undoubtedly the greatest Brazilian singer of all time, is told in this biopic film with energetic and pulsating rhythm.

Director de Fotografía Cinematográfica

                           

                              Adrian Teijido, ABC

Director:

Hugo Prata

Guión:

Luiz Bolognesi, Vera Egito

Actuación:

Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler

SESC SP - 2017
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¿ Qué es la Federación Latinoamericana de Autores de Fotografía Cinematográfica, FELAFC ?

 

Desde sus comienzos, el cine ha sido esencialmente un fenómeno cultural que parte del significado expresado por la secuencia de imágenes fotográficas en movimiento. El responsable de los complejos procesos que arrojan como resultado la Fotografía Cinematográfica, desde su concepto hasta su visualización definitiva, ha sido el Operador, Cinefotógrafo o Director de Fotografía Cinematográfica.

La cinematografía logró adquirir reconocimiento como séptimo arte y con ello surgen aquellos que inicialmente fueron reconocidos como sus autores: directores, argumentistas, guionistas y compositores de la obra musical, relegando a una posición considerada únicamente técnica al Director de Fotografía.

Hasta donde conocemos, en Latinoamérica sólo en las leyes de Derechos de Autor del Estado de México, es reconocido el "Fotógrafo" (refiriéndose al director de fotografía cinematográfica) como co-autor de la obra audiovisual.

La Federación Latinoamericana de Autores de Fotografía Cinematográfica, FELAFC., fue fundada el 14 de agosto de 2015 en Lima, Perú., con la firma de un acuerdo entre las asociaciones de Argentina (ADF), Brasil (ABC), Colombia (ADFC), Perú (DFP), Uruguay (SCU) y Venezuela (SVC), grupo al cual se sumaron las asociaciones de Chile (ACC) y de México (AMC) en 2016.

Su objetivo primordial es el que promover el reconocimiento de los Directores de Fotografía como autores de la fotografía cinematográfica y co-autores de la obra audiovisual en el ámbito latinoamericano. Además, se propone fomentar el surgimiento, desarrollo y fortalecimiento de las asociaciones locales que agrupan a los Directores de Fotografía; apoyará iniciativas de formación y actualización del conocimiento cinematográfico; contribuirá a la difusión y reconocimiento del trabajo y logro de sus miembros,  y cooperará en el mejoramiento de prácticas y procesos utilizados para producir, distribuir, proyectar y difundir, así como conservar y preservar el producto de la secuencia de imágenes en movimiento como expresión artística y aporte de los Directores de Fotografía Cinematográfica a la obra definitiva.

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